Spengler (1880 - 1936) foi, como Herder, alemão. Sua principal obra foi "A Decadência do Ocidente", onde apresentou uma visão pessoal de Filosofia da História. Ambicioso, Spengler tenta formular uma teoria de predeterminação da História.
A seguir resumimos seus principais pontos, segundo suas próprias palavras:
• << (O conceito) a humanidade» não tem tem qualquer finalidade, qualquer ideia, qualquer plano, como tão-pouco o têm a família das borboletas ou das orquídeas. «A humanidade» é um conceito zoológico ou uma palavra oca. Em vez deste quadro desolador de uma história linear do mundo, que só se pode continuar a considerar como válida se se fechar os olhos à avassaladora multidão dos fatos, eu vejo o espetáculo de um grande número de poderosas culturas cada uma tendo as suas próprias idéias, as suas próprias paixões; há nele culturas que florescem e envelhecem, há povos, línguas, verdades, deuses e paisagens, mas não há «humanidade» envelhecendo. Cada cultura tem as suas novas possibilidades de expressão, que surgem, amadurecem, decaem e não voltam a repetir-se. Não há uma, mas muitas esculturas, pinturas, matemáticas, físicas, todas profunda e essencialmente diferentes umas das outras, cada uma com o seu limitado tempo de vida, estanque em si mesma. Vejo na história do mundo um quadro em eterna formação e transformação, o quadro de um maravilhoso nascer e perecer de formas orgânicas. O historiador convencional, porém, vê-a como uma tênia, adicionando «épocas» umas às outras;
• A Europa não é um Centro de Gravidade;
• Uma cultura morre, quando essa alma tiver realizado a soma de suas possibilidades, sob a forma de povos, línguas, dogmas, artes, Estados, ciências, e em seguida retorna à espiritualidade primordial. Alcançado o destino, realizada a ideia, a totalidade das múltiplas possibilidades intrínsecas, com a sua projeção para fora, fossiliza-se repentinamente a cultura. Definha-se. Seu sangue coagula. Seu vigor diminui. Ela se transforma em civilização. Civilizações são os estados extremos, mais artificiosos, que uma espécie superior de homens é capaz de atingir. São um término. Seguem ao processo criador como o produto criado, à vida como à morte, à evolução como à rigidez, ao campo e à infância das almas como a decrepitude espiritual e a metrópole petrificada, petrificante.
Para Spengler não existe uma humanidade e sim grandes culturas. Não existe uma história universal e sim histórias nacionais. Mas elas foram poucas ao longo da História (chineses, indianos, mesopotâmios, egípcios, gregos, romanos, ocidente, incas, astecas, maias). Isto porque só alguns povos têm história, a maioria não têm - vivem um eterno presente, não têm passado, nem futuro. Um aspecto importante do pensamento de Spengler é que o que define se um povo têm ou não história é o desenvolvimento de uma cultura própria. O termo morfologia da história vem da visão "biológica" da história: as sociedades são seres vivos, e portanto têm um ciclo vital - nascem, desenvolvem-se, atingem a maturidade, entram em decadência e morrem.. Os povos que já cumpriram seu ciclo são chamados de povos felás. São povos que já morreram espiritualmente, estando petrificados. Spengler chegou a prever qual a duração deste ciclo vital: 1000 anos. Suas idéias tiveram um grande sucesso na época em que foram formuladas. A ideia de que o Ocidente já estava no estágio de decadência foi aproveitada pelos nazistas. Ao final da vida Spengler renegou estas ligações, que chegou a cultivar durante um período da sua vida.
Contextualizando as idéias de Spengler podemos vê-Ias como uma certa reação ao Iluminismo que se impunha na Europa, com o racionalismo e o mecanicismo que o acompanharam.
Para Spengler não existe uma humanidade e sim grandes culturas. Não existe uma história universal e sim histórias nacionais. Mas elas foram poucas ao longo da História (chineses, indianos, mesopotâmios, egípcios, gregos, romanos, ocidente, incas, astecas, maias). Isto porque só alguns povos têm história, a maioria não têm - vivem um eterno presente, não têm passado, nem futuro. Um aspecto importante do pensamento de Spengler é que o que define se um povo têm ou não história é o desenvolvimento de uma cultura própria. O termo morfologia da história vem da visão "biológica" da história: as sociedades são seres vivos, e portanto têm um ciclo vital - nascem, desenvolvem-se, atingem a maturidade, entram em decadência e morrem.. Os povos que já cumpriram seu ciclo são chamados de povos felás. São povos que já morreram espiritualmente, estando petrificados. Spengler chegou a prever qual a duração deste ciclo vital: 1000 anos. Suas idéias tiveram um grande sucesso na época em que foram formuladas. A ideia de que o Ocidente já estava no estágio de decadência foi aproveitada pelos nazistas. Ao final da vida Spengler renegou estas ligações, que chegou a cultivar durante um período da sua vida.
Contextualizando as idéias de Spengler podemos vê-Ias como uma certa reação ao Iluminismo que se impunha na Europa, com o racionalismo e o mecanicismo que o acompanharam.
Bibliografia
GARDINER, Patrick. Teorias da História.
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